eu estava procurando inspirações para escrever um post, algo que eu conseguiria extrair algo significativo pra mim e que fosse interessante... infelizmente continuo me cobrando demais querendo sempre escrever algo relevante quando na verdade esse é apenas um blog pessoal que deveria me distrair e ser uma experiência prazerosa e não uma obrigação. enfim, me deparei com a lista com "642 coisas sobre as quais escrever" organizada pela Bruna Morgan e o item 97 me chamou a atenção: imagine-se aos dezoito anos de idade. o que diria a si mesmo(a)?
sei que não é saudável se lamentar demais sobre o passado e que o melhor que fazemos é nos dedicar para ter um bom presente e futuro. mas mesmo assim se eu pudesse voltar ao passado e ter uma conversinha com meu eu de 18 anos, eu teria muitas coisas pra falar. a primeira dela seria: meu anjo, procure uma psicóloga e pare de se afundar no sedentarismo. é isso que eu falo pra minha irmã de 19 anos também. eu sei que ela deve pensar que é um conselho de millennial chato que só sabe falar de terapia, mas eu sigo enfatizando a importância.
sobre o sedentarismo, eu admito que sou um péssimo exemplo de pessoa nessa área. eu passo mais de 12 horas na frente do notebook, e não era muito diferente nos meus 18 anos. é claro que eu saia nos fins de semana e até fui em alguns festivais de música, mas mesmo assim meu condicionamento físico sempre foi ruim. os médicos dizem que provavelmente eu não teria manifestado a hipertensão pulmonar se eu tivesse estimulado meus pulmões (que já eram fracos de infância) para ficarem mais fortes.
também diria para dar menos atenção e importância para aquilo que os outros dizem, eles não pagam suas contas e por mais que você se esforce, nunca será suficiente e você só vai ficar frustrada no final. eu passei tantos anos da minha vida tentando corresponder as expectativas que os outros tinham comigo que acabei esquecendo que o que importa de verdade é meu bem estar mental e minha felicidade. tudo bem se você não agradar todo mundo, o importante no fim do dia é você estar contente e em paz consigo mesmo.
por fim, nessa mesma pegada de "faça o que você quer fazer, e não o que os outros esperam que você faça" eu pediria pro meu eu de 18 anos reconsiderar abandonar a faculdade de arquitetura e se mesmo assim quiser mudar, escolher o design gráfico ao invés de direito. atualmente eu abri mão de trabalhar com direito para poder me envolver em algo que, pelo menos, eu me sinto bem no meio. enquanto eu me sentia vazia e insuficiente na área jurídica - como se eu tivesse sendo castigada em um emprego do qual eu odeio pelos restos dos meus dias.
é isso que eu queria ter dito ao meu eu de 18 anos, e é o que eu digo a minha irmãzinha de 19. não me espelho nela, mas desejo que ela seja feliz e aproveite ao máximo as oportunidades que a vida dá pra ela - como uma amiga conselheira e não alguém que impõe suas ideias. e sigo tentando, ser mais gentil comigo e ouvir meus próprios conselhos para que daqui há alguns anos eu não queira falar com meu eu de 30 dias atuais.

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