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3.8.26

por onde eu estive?

esses dias estava eu scrollando o bluesky (minha nova rede conforto e que embora as pessoas achem que é uma rede morta, esse é o brilho da coisa, somos todos ~senhoures fofoqueiros de rua naquele site) e me deparei com um desabafo de uma amiga dizendo o como ela não conseguia mais encontrar prazer em escrever de forma não profissional, e nesse momento eu lembrei desse cantinho e de como eu acabei deixando ele pegar pó novamente. essa amiga também comentou que ela havia tirado um ano sabático pra esvaziar a mente e acabei percebendo que eu havia feito o mesmo de forma não intencional, mas infelizmente não acho que ficar esse período distante tenha me ajudado com muita coisa em relação ao meu probleminha com auto cobrança excessiva - mas ficar evitando o problema também não vai me ajudar nada também.

resolvi voltar então, pensei até em migrar pro bearblog (cheguei até a reservar o endereço), mas acabei desistindo pra não colocar um peso a mais na minha cabeça em relação a uma nova cobrança, por fim ficarei aqui por enquanto. 

durante esse tempo em que desapareci deste pequeno blog, não tive muitas mudanças de vida. segui fazendo parte de um clube do livro pra continuar me incentivando com as leituras (em especial gêneros que eu jamais leria por conta própria) e contribuindo pra minha cota de socialização mensal. passei a estudar japonês de forma mais séria e há umas 2 semanas, comecei a frequentar a academia - digo "frequentar" porque não treino de forma pesada por conta do problema pulmonar, mas já é um bom início.

pretendo continuar aqui escrevendo de forma descontraída, um blog com uma carinha de diário, sem grandes pretensões e espero que colocar algumas coisas pra fora me ajude a me compreender e me desenvolver melhor.

10.3.25

despretensiosamente tirando o pó...

no tempo em que eu fiquei (mais uma vez) afastada desse espaço eu tive várias crises de ansiedade... cheguei a considerar criar um substack, pensei que seria mais fácil e cômodo levando em consideração que tem uma galera que eu acompanho indo pra lá, mas aí descobri que o dono do site é brother e apoia as ideias e comportamentos do kiko dos foguetes e desisti... eu não fugi do x pra cair em outra rede de milionário admirador de nazi. 


pensei em simplesmente deixar esse espaço cair no esquecimento, mas comecei a notar a necessidade que eu tinha de escrever sobre minhas pequenas experiências cotidianas e sentimentos corriqueiros, por mais irrelevantes que fossem, e percebi que tentar fazer isso tudo no papel (mesmo eu amando muito) acabava me sobrecarregando demais... eu começava a querer fazer anotações lindas, me frustrava com minha letra, rasurava o caderno e logo, o que deveria ser um momento de relaxamento e autorreflexão virava mais um momento de frustração desnecessária. no fim, digitar aqui acaba sendo mais fácil.


nesse meio tempo eu também me meti em mis um clube do livro, como se eu já não estivesse me cobrando o suficiente em relação aos meus "rendimentos" diários. mesmo assim eu me meti nesse novo clube do livro, mesmo assim eu me dei a liberdade de simplesmente não ler o livro do mês caso eu não queira ou não me sinta a vontade. mas as vezes, eu terminava de ler algo e sentia que eu precisava escrever em algum lugar sobre minhas impressões, e não conseguia encontrar esse lugar - esquecendo completamente desse espaço aqui. então esse foi mais um motivo que me fez voltar pra cá.


também venho tentando ver alguns filmes e voltar a ver alguns animes, fazia tempo que eu não fazia isso, sendo que era algo que eu gostava de fazer, ver um filme pela diversão apenas, sem a pressão de analisar no final como uma crítica de tênis verde, poder só ver um filme e dizer no final: "curti, não sei porque, mas curti". 


sei que é um trabalho lento, mas sigo tentando voltar a aproveitar as pequenas coisas da vida que eu tanto gostava antes e que depois da vida adulta eu comecei a me sentir absurdamente culpada em desfrutar. as vezes a ansiedade come a mente, e me deixa em estado de inatividade geral, mas sigo tentando, respirando fundo e registrando os pequenos avanços pra não esquecer. um dia de cada vez.

1.9.24

R.I.P Twitter...

fazia um bom tempo que eu não escrevia aqui, admito. e juro que a morte do twitter não foi (unicamente) o que me incentivou a voltar, eu já estava ensaiando posts e até escrevi uma boa quantidade de rascunhos - que ainda precisam ser refinados. mas sim, hoje foi o segundo dia em anos que eu fico há mais de 10 horas sem "checar" aquele aplicativo completamente insalubre - e sim, eu reconheço que isso não é muito saudável.

o caso é que nessas 48 horas eu percebi que talvez essa tenha sido a melhor coisa que me aconteceu nos últimos meses. agora eu uso o bluesky, mas lá a comunidade anda bem mais focada em manter um ambiente descontraído e leve, o sistema de block é maravilhoso e funciona! e eu não me sinto mais ansiosa em abrir um app a cada 10 minutos por pura curiosidade de saber o que está acontecendo. nessas 48h eu, enfim, saí dos 60% em Frankenstein.

estou tão empolgada com esse novo mundo de tempo produtivo que ando até ensaiando minha volta aos estudos de japonês essa semana. e ainda estou conseguindo ver os filmes da minha lista de “filmes de terror para colocar em dia” já que eu passei tantos sem conseguir assistir um filme inteiro sequer num só dia. por fim, eu só desejo que o kiko tesla continue com seu chilique patético e que xandão use até sua última gota vingativa para manter esse site maldito banido em território brasileiro por um bom tempo.

23.6.24

o que andei fazendo...

vamos seguir as coisas e fingir que não fiquei muito tempo sem aparecer? ok, vamos continuar com  as atividades normais desse cantinho não convencional da internet. sobre a minha saúde as coisas continuam as mesmas - sem nenhuma melhora, mas também sem nenhuma piora significativa (o que talvez tenha me dado algumas semanas de depressão e reclusão no quarto, mas nada que algumas sonecas de 10 horas não ajude).

adquiri alguns hábitos nesse primeiro semestre do ano que tem me ajudado bastante em alguns aspectos… comecei a escrever um journal, uma espécie de diário, com compromissos e pequenas observações sobre meu dia e um diário de leituras também, onde eu escrevo sobre os livros que eu li e o que eu achei sobre eles (de forma despretensiosa). o journal tem me ajudado a manter uma espécie de noção sobre o tempo, como eu passo muito tempo em casa fazendo as mesmas coisas, eu estava sentindo que eu vivia o mesmo dia sempre, e isso acabava com meu psicológico aos poucos. voltar a escrever à mão também tem ajudado a aliviar o excesso de telas no meu dia a dia.

também resolvi ver mais filmes, e me cobrar pra registrar aqui como uma forma de não deixar as coisas passarem em branco mesmo sabe? na minha grande obsessão de levar uma vida low profile mas mesmo assim registrar pequenas coisas em lugares relativamente discretos da internet. também quero fazer o mesmo com minhas leituras, sejam de livros ou de mangás. enfim, sigo buscando melhorar minha qualidade de vida através de pequenos hábitos que eu consiga aderir no meu cotidiano. só me resta então, seguir com o baile.

24.3.24

ainda estou aqui...

passei meses tentando escrever algo pra voltar pra esse espaço, perdi a conta de quantas vezes eu rabisquei e apaguei logo em seguida pois achei que estava tudo muito ruim... aliás, esse é um sentimento que me acompanha desde que eu me entendo por gente - e sim, eu faço terapia. mas enfim, o oompa loompa rebelde e caótico da minha cabeça acabou se apoderando do controle e resolveu postar logo mesmo que eu não estivesse feliz com o resultado final. 

esses meses que eu andei sumida daqui eu andei me afundando em meios de entretenimento, qualquer coisa que me fizesse esquecer a vida real. No final de 2023 eu fiquei completamente obcecada com jogos, voltei a jogar Ori, passei algumas semanas presas no House Flipper 2, e por fim fiquei um tempo considerável presa em Ghostwire Tokyo. Mas de janeiro de 2024 pra cá meu hiperfoco mudou... acho que meu corpo está saturado de telas e acabei me sentindo mais receptiva aos livros. 

eu não pegava um livro de forma consistente desde quando eu terminei a faculdade, eu não sentia mais nenhum prazer lendo e o que era proveitoso pra mim, estava mascarado com um sentimento de ansiedade e insuficiência - eu sentia que eu não lia o bastante, que os livros que me interessavam não eram bons o bastante, que a velocidade que eu lia não era fluída o bastante, e sem querer, de forma subconsciente, eu estava me comparando aos booktubers e booktoks malucos com métricas ridículas. E daí se eu não conseguisse ler 300 livros por ano? mais uma vez deixei o oompa loompa caótico assumir.

pra manter o interesse em leitura (e ter ao menos o mínimo de interação social que minha psicóloga quer que eu tenha) eu entrei no clube de leitura da Ana no catarse, as leituras que ela propõe são mais próximas ao meu gosto, então eu achei que poderia ser divertido. eu até criei coragem de começar a tentar ler um livro de mais de mil páginas. e claro que pretendo escrever sobre o que eu já li por esse ano, mas provavelmente vai ser de uma forma bem básica com minhas impressões de leitora casual e provavelmente com spoiler... quero escrever pra me divertir de novo, e não com medo de algum julgamento alheio que provavelmente nem vai me alcançar de forma concreta.

como última novidade, eu resolvi ouvir o senhorzinho do centro espírita de palmelo e resolvi ir pro curso sobre o "evangelho segundo o espiritismo", a psicóloga achou q seria bom que eu fizesse alguma atividade fora de casa e eu pensei que seria bom (e minha mãe iria parar de me deixar maluca) se eu cuidasse um pouco mais do meu lado espiritual.

enfim, acho que isso foi quase tudo que andou rolando nesses meses que eu dissociei e fingi que esse blog não existia. inicialmente eu pensei que não teria nada para escrever e acabaria jogando esse post no lixo, mas até que rendeu. e eu realmente espero que esse meu ânimo para cuidar de mim mesma com mais carinho e fazer as coisas que realmente me deixam feliz continue e eu volte aqui com mais frequência. 

24.4.23

voltando de layout novo...

e aqui estou eu de volta, depois de uma semana sem aparecer e sem cumprir com minhas "obrigações" de beda por uma semana... mas como podem ver, foi por uma boa causa... estamos de roupinha nova! - agradecimentos especiais à Roh - você é um anjo! Ainda estou arrumando uns links (e trabalhando no projeto do curso de ux) mas vou tentar voltar a programação normal amanhã... sem promessas dessa vez.



15.4.23

apenas um desabafo semanal...

esses dias tem sido bem difíceis aqui em casa, minha mãe anda bem nervosa e não importa o que eu faça, nada é bom o suficiente pra ela. portanto eu ando tentando me afundar em qualquer coisa que consiga me descolar da realidade. os últimos momentos em que volto é quando estou fazendo os exercícios ou vendo as aulas do curso de ux, que já estou terminando (já em 70% irmãs, vamos comemorar com muito brigadeirão). 


o caso é, minha mãe é o que muitos chamam de "mãe helicóptero" e isso é um problema bem grande, diria que um dos meus principais problemas atualmente. eu não sou lá uma filha que deixe a mãe completamente doida... eu não gosto de sair de noite, raramente bebo e adoro ficar em casa. mas mesmo assim, minha saúde frágil parece controlar mais a vida da minha mãe que a minha. ela se aposentou, mas todos os dias ela fica resmungando o quanto ela queria ir para o interior e que não pode por conta do meu tratamento. eu já dei diversas saídas e soluções para o problema, mas tenho a leve impressão que ela acha que se sair de perto de mim eu posso, sei lá, causar uma nova calamidade mundial. 


eu simplesmente desisti de argumentar, as pessoas não entendem e acham que eu não me esforço o suficiente e não ajudo, mas ninguém lembra de que eu convivo com essa situação há décadas e sei que ela não dá ouvidos ao que eu digo, mas se as mesmas palavras saírem dos lábios de alguma de suas amigas, aí ela começa a considerar. isso é desgastante, me sinto sufocada e sem voz, e por mais que eu tentasse só escrever coisas boas aqui, por mais que eu tivesse topado fazer o beda pra me distrair, hoje eu não consigo pensar em mais nada. só o quanto a minha incapacidade é sempre ressaltada por mais que eu demonstre que estou preparada pra lidar com os tapas da vida. 

10.4.23

meus pequenos truques para lidar com a insônia...

não é a primeira vez que eu escrevo aqui que eu tenho problemas para dormir (e também com certeza não vai ser a última), é um problema recorrente na minha vida que eu tenho que conviver desde a minha infância e por isso eu fui acumulando pequenos truques que funcionam pra mim. mas é claro que eu também tenho acompanhamento médico frequente (pois eu também faço uso de um remédio fraco e sem potencial viciante, mas ainda é um medicamento que eu não vou citar o nome por motivos óbvios).



1. um banho quentinho antes de me enfiar no pijama...

começo meu ritual noturno com um banho morno, pra algumas pessoas água pode espantar o sono, mas pra mim, o tomar um banho morno ou quente e depois passar um hidratante cheirosinho e suave me ajuda a desligar a cabeça, acalmando minha ansiedade e relaxando o corpo. eu me sinto limpinha e leve como se a água estivesse levando toda a pressão do dia pelo ralo. e eu tenho mania de só usar meias depois de tomar banho, então eu aproveito pra embalar os pézinhos pra proteger do frio também, com um pijama bem confortável... pijama is my passion!


2. mantenho o celular e computador o mais longe possível (sem TV também!)...

eu evito mexer no celular ou computador uma hora antes de quando eu pretendo dormir, as vezes bate aquela vontade de xeretar a timeline do twitter mas eu me seguro pois nunca se sabe quando uma notícia horrível pode pular na sua cara enquanto você ta de boas (ou você pode se deparar com uma pessoa expondo a opinião podre dela, então evite a raiva). também dizem que a luminosidade dessas telas atrapalham a produção de melatonina do corpo.


3. uma leitura pra parar o fluxo de pensamentos frenéticos...

sempre leio ou escuto algum podcast antes de dormir... meu cérebro sempre tá ansioso e nervoso com alguma coisa, então eu sempre tento manter ele "ocupado" com coisas mais leves. meu combo favorito é colocar barulho de chuva nos fones e ler alguma coisa bem boba, normalmente eu apelo por mangás slice of life (aqueles que tem o cotidiano de pessoas normais como trama principal) no kindle ou algum livro de fantasia. é uma forma que eu consegui de fazer meu cérebro entender que ele precisa calar a boca nem que seja na força do tapa. o mesmo vale para podcasts antigos que eu já ouvi, me dá a sensação que tem amigos falando abobrinhas pra mim enquanto eu tento abstrair dos meus problemas.


4. meditação meia boca enquanto tenta regular a respiração...

quando eu estava internada, uma das enfermeiras me ensinou que se eu tentasse "regular" minha respiração antes de dormir, eu pegaria no sono mais rápido - e por incrível que pareça funcionou (pra mim). quando eu me deito eu começo um pequeno exercício pra controlar minha frequência cardíaca e minha respiração, eu respiro fundo pelo nariz e prendo a respiração por 5 segundos e depois solto o ar pela boca bem devagar e depois repito umas 10 vezes. eu prendo o ar só por 5 segundos pois meu pulmão é fraco, mas normalmente você segura mais um pouco. aí enquanto eu fico focada em não perder a contagem e as repetições eu acabo "meditando" de uma forma bem safada.


5. um quarto aconchegante é essencial pra uma boa noite de sono...

o ambiente é de extrema importância pra mim. quanto mais fresco o quarto melhor, eu gosto de dormir com o umidificador ligado com umas gotinhas de óleo essencial de laranja (me dá mais sono que o de lavanda e eu também acho o cheiro bem mais agradável). também tento deixar o quarto o mais escuro possível, mas meu sonho é comprar aquelas fitas led pra deixar o quarto num tom de azul escuro, uma vez dormi no quarto de uma amiga que tinha e nossa, foi uma delicinha pra pegar no sono. eu também uso muitos travesseiros pra manter meu corpo em um ângulo de 145° (pra facilitar a minha respiração) e outro daqueles travesseiros mais compridos que eu gosto de usar pra abraçar.


5.4.23

o que eu gostaria de ter dito para o meu eu de 18 anos...

eu estava procurando inspirações para escrever um post, algo que eu conseguiria extrair algo significativo pra mim e que fosse interessante... infelizmente continuo me cobrando demais querendo sempre escrever algo relevante quando na verdade esse é apenas um blog pessoal que deveria me distrair e ser uma experiência prazerosa e não uma obrigação. enfim, me deparei com a lista com "642 coisas sobre as quais escrever" organizada pela Bruna Morgan e o item 97 me chamou a atenção: imagine-se aos dezoito anos de idade. o que diria a si mesmo(a)?


sei que não é saudável se lamentar demais sobre o passado e que o melhor que fazemos é nos dedicar para ter um bom presente e futuro. mas mesmo assim se eu pudesse voltar ao passado e ter uma conversinha com meu eu de 18 anos, eu teria muitas coisas pra falar. a primeira dela seria: meu anjo, procure uma psicóloga e pare de se afundar no sedentarismo. é isso que eu falo pra minha irmã de 19 anos também. eu sei que ela deve pensar que é um conselho de millennial chato que só sabe falar de terapia, mas eu sigo enfatizando a importância.


sobre o sedentarismo, eu admito que sou um péssimo exemplo de pessoa nessa área. eu passo mais de 12 horas na frente do notebook, e não era muito diferente nos meus 18 anos. é claro que eu saia nos fins de semana e até fui em alguns festivais de música, mas mesmo assim meu condicionamento físico sempre foi ruim. os médicos dizem que provavelmente eu não teria manifestado a hipertensão pulmonar se eu tivesse estimulado meus pulmões (que já eram fracos de infância) para ficarem mais fortes. 


também diria para dar menos atenção e importância para aquilo que os outros dizem, eles não pagam suas contas e por mais que você se esforce, nunca será suficiente e você só vai ficar frustrada no final. eu passei tantos anos da minha vida tentando corresponder as expectativas que os outros tinham comigo que acabei esquecendo que o que importa de verdade é meu bem estar mental e minha felicidade. tudo bem se você não agradar todo mundo, o importante no fim do dia é você estar contente e em paz consigo mesmo. 


por fim, nessa mesma pegada de "faça o que você quer fazer, e não o que os outros esperam que você faça" eu pediria pro meu eu de 18 anos reconsiderar abandonar a faculdade de arquitetura e se mesmo assim quiser mudar, escolher o design gráfico ao invés de direito. atualmente eu abri mão de trabalhar com direito para poder me envolver em algo que, pelo menos, eu me sinto bem no meio. enquanto eu me sentia vazia e insuficiente na área jurídica - como se eu tivesse sendo castigada em um emprego do qual eu odeio pelos restos dos meus dias. 


é isso que eu queria ter dito ao meu eu de 18 anos, e é o que eu digo a minha irmãzinha de 19. não me espelho nela, mas desejo que ela seja feliz e aproveite ao máximo as oportunidades que a vida dá pra ela - como uma amiga conselheira e não alguém que impõe suas ideias. e sigo tentando, ser mais gentil comigo e ouvir meus próprios conselhos para que daqui há alguns anos eu não queira falar com meu eu de 30 dias atuais. 

4.4.23

eu não vou desistir dessa loucura...

passei o dia trabalhando em alguns rascunhos de landing page e emails para o curso, não fiquei contente com o resultado final e no meio da frustração não consegui pensar em nada muito especial pro blog, mas vou seguir no desafio de postar todos os dias, nem que seja esse singelo gif expressando minha exaustão...





3.4.23

dicas pra se levar pra sair...

há uns tempos atrás eu vi uma postagem do victor sobre ideias de date pra fazer sozinho, apenas você e seu maior inimigo: você mesmo (pelo menos pra mim é assim, mas sigo tentando melhorar essa relação caótica). achei uma ideia genial e me lembrou de quando eu ainda estava na faculdade, quando eu passava 12 horas do dia na rua e na maioria das vezes eu estava sozinha. atualmente eu não saio de casa, apenas quando preciso ir nas consultas médicas, e as vezes eu imagino e até planejo algum tipo de date solitário que eu animaria em tentar esses dias.

1. ir numa cafeteria e pedir coisinhas gostosas pra comer enquanto lê um bom livro

no período da faculdade ocasionalmente eu acabava tendo muito tempo entre as aulas - as vezes eu tinha aulas apenas pela manhã e a noite, então minha tarde ficava completamente livre e era de$vantajo$o pra mim voltar pra casa por conta da distância. as vezes eu acabava indo pra alguma cafeteria para ler ou estudar enquanto eu tomava um copão de café/chocolate gelado. a biblioteca da minha faculdade era climatizada e muito silenciosa (até mesmo quando estava cheia) e sempre que eu queria ler ou estudar lá eu acabava dormindo e perdendo todo meu dia. já na cafeteria o barulho ambiente e as músicas no estilo lo-fi acabavam me acalmando e eu me sentia mais confortável. 

esses dias me deu vontade de ir na minha cafeteria favorita, que também é uma livraria, se chama "sebinho". quando eu era mais nova eu também costumava ir com minha prima, eu procurava os mangás e ela ia pra sessão de clássicos, ficávamos horas e horas lá sem nem notar o passar do tempo. durante a pandemia aqui em brasília uma nova cafeteria abriu e eu ainda não consegui ir conhecer, apesar de já seguir nas redes sociais, é um catcafé. todos os dias eu olho as fotos no instagram e fico delirando me imaginando no meio dos gatos depois de tomar um cafézinho e comer uma fatia de torta de chocolate.  

2. ver um filme no cinema com muita pipoca

normalmente eu não consigo assistir filmes ou séries em casa, eu fico ansiosa e ou acabo perdendo a atenção no filme ou fico voltando as cenas para ter certeza que eu realmente estou prestando atenção ou quando eu percebo, eu estou há 2 horas vendo a timeline do twitter e esqueci o filme completamente - as vezes eu demoro 3 dias pra ver um filme de uma hora. mas no cinema as coisas são diferentes, a pressão das outras pessoas ao meu redor e o fato de que eu não posso nem sonhar em pegar meu celular acabam me obrigando a dedicar cada célula do meu ser ao filme em questão. comprar algumas jujubinhas pra ficar mastigando ou levar alguma coisa pra ficar apertando e aliviar a tensão também me ajuda. a pipoca do cinema banhada em manteiga com uma coquinha gelada também é um grande incentivo pra mim.

3. passear no parque tomando um solzinho

esse foi um date que eu nunca fiz sozinha, já fui com algumas amigas as vezes, mas nunca só. aqui na cidade tem um parque bem grande, no fim de semana muitas pessoas vão pra lá praticar esportes, fazer piqueniques, andar de cart ou levar as crianças no parquinho. eu não costumo sair no sol pois me sinto muito desconfortável, mas acredito que ir bem cedinho, quando o clima não está muito quente e estender uma toalha ou manta na grama e ler enquanto sente um ventinho e aumenta as taxas de vitamina d deve ser muito bom pra relaxar. é claro que é altamente recomendável evitar lugares muito vazios, pode ser perigoso, nessas situações é melhor ter pessoas por perto - ao menos no seu campo de visão. 

1.4.23

recap de março: as definições de "longo" foram atualizadas...

março veio aí pra mostrar pra galera que reclama de agosto que as coisas podem sempre ficar pior. Meu sentimento é de que eu vivi 93 dias e não 31. tudo bem que o fato de que, pra mim, março é um mês de retornos hospitalares e isso faz os dias parecerem mais entediantes e intermináveis. também não ajuda o fato de que eu sou um dos maiores exemplos de pessoa reclusa e que se recusa a sair de casa, então os dias pra mim já costumam ser muito parecidos.


apesar de tudo, foi um mês até que produtivo. consegui a receita de ritalina de novo e a medicação me ajudou a ter um pouco mais de foco nos estudos de UX. não consegui ler muito ou ver filmes ou animes, mas já me contento com o pouco de atenção que eu estou conseguindo. no quesito saúde (fora as 83263732 consultas), eu resolvi tentar jogar just dance todos os dias de manhã - pelo menos 5 músiquinhas, pra melhorar minhas taxas sanguíneas, fortalecer o pulmão e deixar de ser tão sedentária.


estamos em abril e eu sempre pensei em participar do beda, admiro muito quem faz (nossa senhora, queria ter esse nível de responsabilidade e comprometimento), mas não sei se tenho coragem, foco ou assunto suficiente para postar todos os dias sem erro, provavelmente eu tente - mas desde já não vou prometer nada. a Vanessa está compilando uns temas lá no blogueiros raiz e com certeza provavelmente eu vou acatar as sugestões. aguardem cenas dos próximos capítulos. 

12.3.23

eu sou viciada em twitter...

as vezes eu me sinto um pouco refém do twitter sabe? como aqueles viciados que dizem "eu paro quando eu quiser" e assim que os amigos viram as costas, eu vou lá e abro o app no celular pra saber qual é o barraco ou situação absurda (e que não vai mudar em nada a minha vida) da vez. é como se algo me compelisse a ler toda a tl em busca de algo relevante que me leve a ilusão de que eu estou fazendo algo de interessante naqueles minutos em que eu fico presa no scroll da tela - tal qual um jovem zennial no tiktok. 

essa semana eu propus a mim mesma que ia dedicar ao menos 3hrs da minha tarde ao meu curso de UX/UI design, o resto do dia eu poderia aproveitar meu dia estudando tarot ou tentando assistir assistindo alguma série/filme/anime. até me forcei a voltar a usar o forest pra trancar os app inúteis do celular e focar apenas em uma tarefa (risos). a essa altura eu não preciso nem dizer que meus esforços foram em vão né? eu abria a página do curso, dava play na aula e......... quando eu voltava a realidade, lá estava eu, com um vídeo de react qualquer no youtube tocando ao fundo enquanto eu encaro uma aba do navegador com o twitter aberto. olho no relógio e percebo que perdi 2h no limbo automático do tdah.

fiquei frustrada e irritada comigo mesma? sim.
minha vontade é largar a vida real e ir dissociar em jogos de fazenda? sim.
vou continuar tentando essa tortura psicológica de me obrigar a ser produtiva nessa próxima semana? claro, eu nem tenho outra escolha nesse quesito. 

26.2.23

recap de fevereiro...

tive um mês atípico para meus padrões de uma jovem senhora com espírito de um monge em reclusão. e é claro que isso não foi algo que aconteceu por iniciativa minha - eu, escolher sair de casa e conviver socialmente em ambientes abertos? sem nenhum incentivo relevante? sem estar sendo chantageada e/ou ameaçada? não. eu não faria isso. e sim, eu estou trabalhando isso na terapia também.

no início do mês estava tendo a semana do cinema aqui em brasília onde as entradas estavam saindo por 10 reais cada, e pra quem não sabe o cinema aqui é bem caro, bem caro mesmo. então minha irmã mais nova me chamou pra ir no cinema, ver um filme de terror e passar um tempo juntas. e como eu já perdi muitas oportunidades de convivência com meus irmãos, eu não recuso mais nada que eles me pedem (estando ao meu alcance, é claro). fomos ver pearl, foi divertido... conviver com jovens de 19 anos estando com 30 é uma experiência interessante, e eu fiquei muito feliz quando eu percebi que minha irmãzinha bebê confia em mim.

seguindo o baile, eu enfim terminei a avaliação neuropsicológica e agora estou aguardando o resultado. também comecei o acompanhamento psicológico na mesma clínica, apesar do atendimento ser virtual. no quesito saúde, eu fui em uma dermatologista resolver uma inflamação no meu rosto que apareceu no final de janeiro, mas ela não conseguiu resolver e pediu que eu me consultasse com um alergista ou imunologista - o que eu já estou resolvendo pro mês que vem.

no campo de "desenvolvimento pessoal" risos, eu não fui das mais produtivas no curso de ux, não consegui voltar com o estudo de japonês e nem terminei de ler um livro completo nesse mês, mas eu consegui assistir alguns filmes sem ter uma crise de ansiedade e em um dia apenas - meu padrão é ver um filme de 90m em uma semana. porém eu ainda perdi muito tempo jogando house flipper e dinkum, tempo esse que eu poderia ter assistido um filme ou uns animes que eu realmente estou planejando assistir ou até mesmo ter lido um pouco mais. 

apesar dos meus planos de carnaval fossem apenas ficar em casa na internet fazendo o mesmo de sempre, minha melhor amiga me chamou (de última hora) pra ir na casa dela assar carne (na air fryer) e beber umas coquinha gelada e não fazer nada na casa dela. apesar da minha imensa preguiça, eu me esforcei pra ir... afinal de contas fazia muito tempo que a gente não se via. foi um mês bem movimentado e aparentemente eu gastei meu estoque inteiro de energia social que eu havia acumulado ano passado.

5.2.23

reatando laços...

eu e meu pai sempre fomos muito parecidos, tanto nos aspectos bons quanto nos ruins. somos dois introvertidos que preferimos ouvir e observar ao invés de falar e tomar ações. não conseguimos externar nossos sentimentos e temos dificuldade em verbalizar as coisas. quando eu era pequena, nossos momentos de interação pai e filha geralmente se resumiam em eu desenhando no chão enquanto ele lia o jornal - ambos em silêncio. é assim que sempre fomos. 

porém, há uns 10 anos, tivemos um desentendimento acerca da minha pensão e por falta de comunicação (de ambos) ficamos todos esses anos sem nos ver e nos comunicando apenas por ligações de menos de um minuto em datas especiais ou mensagens genéricas de whatsapp. eu estava magoada e ao mesmo tempo com medo. magoada porque ele não demonstrava ter interesse ou preocupação por mim e com medo de que ele estivesse decepcionado comigo por ter solicitado a pensão na época da faculdade. 

durante esses 10 anos, eu deixei que os piores pensamentos tomassem conta da minha cabeça. eu me recusava a ir atrás dizendo que se ele não se interessava mais pela minha existência eu também não deveria me incomodar com a dele - mas a verdade é que eu tinha pânico de dar o primeiro passo e ser rejeitada, medo de tentar verbalizar o que sinto e perceber que só eu sentia aquela saudade de quando a gente só sentava um do lado do outro e aproveitava o momento.

as coisas mudaram quando eu fiquei exausta de continuar engolindo o choro todo o momento em que eu pensava nele e resolvi mandar uma mensagem pra minha irmã mais nova (que mora com ele) e perguntar se as coisas estavam bem e se ele tinha alguma mágoa, disse pra ela que sentia saudades e que queria visitá-los mas eu estava com medo. depois de tanto pensar e analisar minha situação eu resolvi tomar um copo de coragem e ir atrás. ligue pra ele e combinei de ir passar alguns dias na casa dele na semana do aniversário - foi dia 28 de janeiro. 

o reencontro não foi aquele momento dramático de filme, nem conversamos por horas a fio e choramos sobre os erros um do outro, afinal de contas não faz nosso estilo. mas eu disse que senti saudades e ele também agiu como sempre agia, apesar da idade e da perda da maioria da audição ele continua o mesmo. não o mais carinhoso dos pais e nem o mais atento e presente, mas pelo menos ele ainda esta tentando e isso já foi o suficiente pra mim.  

7.1.23

e 2023 veio...

ainda estamos na primeira semana do ano e é sempre bom lembrar que botar muitas expectativas em cima de algo nunca é uma boa ideia. e embora nossa querido janjo tenha voltado a coordenar o país depois de quatro anos de caos e ingoverno, eu ainda tenho esperanças (embora não quisesse ter).

e mesmo as pessoas dizendo que é melhor não estipular metas para o ano novo e sim deixar as coisas fluírem, eu ainda acabo criando metas no fundo do meu coraçãozinho - como a ideia de ler ao menos um livro por mês e tentar aproveitar melhor meu tempo livre. mas como esse ano eu já tenho a ideia de terminar o curso de ux e procurar um emprego, vou tentar (mais uma vez) manter uma organização minimamente aceitável.

por isso, vamos começar mais uma vez, um ano e rezar pra que as coisas sejam boas.

14.11.22

o que rolou nos últimos meses...

eu juro que eu não queria voltar aqui com mais uma postagem pessimista, mas meus amigos... não está sendo fácil!


mas primeiro gostaria de expor aqui meu grande alívio com o resultado das eleições, o medo que eu senti de um segundo mandato dessa criatura foi real e paralisante - e provavelmente foi um grande potencializador da crise que eu tive em outubro por motivos de: fiquei sem remédio e não consegui me consultar com o médico. a expressão de pânico no rosto do médico quando eu retornei no início do mês na consulta foi impagável, eu provavelmente teria aproveitado mais se não estivesse no meio de uma crise de choro e raiva absurda.


resolvi, por fim, abraçar minhas tendências hikikomori e mudar de ramo profissional, já que eu não consigo sair de casa por motivos mais fortes que eu, o melhor a fazer é encontrar uma profissão em que eu possa atuar do meu cativeiro particular. meu amigo formado em TI me deu muita força e resolvi começar o curso de UX/UI e se tudo correr bem (o que sabemos que as chances pra isso são baixíssimas) quem sabe até no ano que vem eu consigo um bico que me pague dignamente bem.


mas é claro que pra conseguir isso primeiro eu preciso criar um método de controle pro meu cérebro completamente caótico e estabelecer uma rotina eficaz. também estou tentado aos poucos deixar o twitter e os joguinhos de celular (alô genshin impact, tears of themis e cookie run kingdom), pra quem sabe assim meu dia render de verdade de forma satisfatória.


até o momento estou usando e abusando do notion e do sistema de pomodoro em pequenos ciclos de tempo - já que meu tempo de atenção é igual a de um peixinho dourado. por enquanto é o que podemos fazer no momento, mas espero voltar com a medicação pra poder facilitar um pouco minha vida. 


vou tentar voltar aqui pra escrever sobre o que eu tenho assistido e lido ultimamente - ou pelo menos o que eu tenho tentado... só me falta terminar as coisas que eu começo. 

30.8.22

levantamento de agosto...

agosto sempre foi um mês complexo em minha vida. mesmo sendo o mês do meu aniversário, cresci ouvindo da boca de meu próprio progenitor: "agosto é o mês do desgosto, do cachorro louco". alguns anos ele esquecia completamente o meu aniversário, lembrando dois ou três dias depois e, atualmente, ele simplesmente desistiu de fazer as contas, provavelmente ele adotou aquele pensamento de que idade é algo apenas relativo e psicológico. enfim, esse é apenas um dos motivos de agosto me deixar apreensiva. 


o segundo motivo se dá ao fato de que eu, sendo uma pessoa completamente reclusa e em estado de treinamento para virar uma eremita honorária acabo ficando um pouco nervosa quando recebemos visitas em casa. e mesmo assim, no dia do meu aniversário, minha mãe resolve fazer uma reunião familiar com direito a muita comida e muitos momentos constrangedores - pra mim. eu me esforço ao máximo e consigo passar as sete horas de visita dos parentes, sentada em lugar estratégico e sempre mantendo aquele sorriso de quem está completamente descolada da realidade - tenho dominado essa arte com maestria, diga-se de passagem.


sobre o cpap que eu comecei a usar no final de julho, admito que tenho me adaptado muito bem até, esses dias tentei dormir sem e acordei inúmeras vezes sentindo que havia uma corda ao redor do meu pescoço. gastei absurdos pra poder respirar durante o sono? sim. mas ao menos meu sono melhorou 500%. o que não excluí o fato de que minha depressão ainda me compele a tentar dormir 20 horas por dia. 


um lado bom do mês é que consegui ler um livro (sim, é uma vitória pra mim) e voltei a desenhar... de forma terapêutica por enquanto. e também venho tentado entrar menos no twitter - o que é algo muito difícil pra mim, vejo aquela rede social como um belo exemplar de zoológico humano. 


meu psiquiatra me receitou um novo remédio, que acho eu, está me deixando com episódios de euforia. algo que eu não reclamo, mas gostaria de ter mais controle sabe? ao invés de passar 4 horas rodando pela casa enquanto procuro coisas inúteis, eu gostaria de usar esse tempo desenhando ou lendo mais. enquanto não chego nesse ápice de autocontrole, vou fazendo as coisas em uma frequência de conta-gotas - mas ainda assim uma frequência existente. 


30.6.22

não há nada tão ruim, que não possa ser piorado...

para começar, esse post pode ser negativo... bastante negativo, mas eu sinto que ele precisa ser escrito. eu preciso externalizar essa bola de sentimentos ruins e que, de preferência, seja hoje pra já fechar o mês de junho e começar julho como uma nova página em branco aberta a várias possibilidades. 


em resumo, eu sempre afastei as pessoas de mim porque eu sei que vai chegar um momento que eu não vou conseguir dar a atenção suficiente que a pessoa quer. eu cresci sozinha e meus pais nem sempre tinham tempo pra me dar atenção, então eu sempre fui muito acostumada a passar tempo só, meus hobbies e passatempos são atividades individuais - ou seja, eu sou uma pessoa solitária no ponto de vista dos outros. e eu gosto de ser assim.


eu gosto de ter meu espaço, o meu momento de introspecção (por mais longo que ele possa ser), e quando eu estou em um momento de depressão (o que anda sendo frequente no cenário atual no nosso querido país) eu fico ainda mais reservada, há dias em que eu sequer escuto o som da minha voz. minha família está acostumada com isso, mas outras pessoas não... e as vezes as outras pessoas querem muita interação pessoal - especialmente depois desse período de reclusão da pandemia. mas sinceramente? eu não consigo mais. 


pretendo continuar escrevendo aqui, mas prefiro que seja algo leve, e por isso pretendo me cercar de coisas leves... escrever sobre a bobagens que eu leio, voltar a tentar assistir animes, nem que seja de uma forma picada, sempre pausando e indo fazer mais 44651568 coisas, mas ainda sim tentando. cercada no meu casulinho introspectivo mas trabalhando aos poucos para melhor minhas interações sociais com a ajuda profissional, sempre aos pouquinhos.

13.5.22

eu não desisti de fazer planos...

mesmo nesse poço de apatia em que me encontro, percebi que não desisti de fazer planos para um futuro hipotético e distante. resolvi fazer o enem novamente (sim, enem no auge dos meus 29 anos) para usar a nota pra um curso técnico em cosmetologia ou design gráfico - e mesmo cheia de medos e desânimos, eu tive o apoio da minha mãe (que me sustenta e me dá todo o suporte necessário).

também resolvi voltar a estudar japonês, meu plano é encher minha mente o suficiente pra não ter espaço pros pensamentos intrusivos e paranóias. eu sempre gostei de estudar idiomas, mas infelizmente nunca tive o "tempo" e a possibilidade de me reservar pra estudar de forma séria.

talvez eu deva aproveitar esse tempo que minha saúde deplorável me cedeu e tentar focar no lado positivo. e sim, também estou tentando me ocupar com outros hobbies antigos que eu tinha e que me davam prazer antes: ler, desenhar, escrever...

até mesmo meu lado espiritual eu resolvi trabalhar mais esses dias. é difícil, mas se eu não tentar por mim, quem vai?