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antes que o café esfrie...

uma das minhas metas do ano é ler mais, e em janeiro eu já tentei começar com o primeiro livro do ano. escolhi “antes que o café esfrie” por ser de um autor oriental e ter um plot que me despertou curiosidade. afinal de contas eu sempre tenho um fraco pela cultura oriental - em especial a japonesa.


o livro é separado em quatro contos, inicialmente eu planejei ler um conto por dia, mas devido a carga emocional que eu não estava preparada pra lidar eu levei mais ou menos dois dias pra ler cada conto. a história é ótima e eu realmente devoraria se não fosse os litros de lágrimas que eu acabei derramando ao longo da leitura.


imagem: Kohi ga Samenai Uchi Ni


Como dito na sinopse, o livro conta a história de um café que fica numa rua estreita e pouco movimentada de Tóquio que possui uma característica incomum: fazer as pessoas viajarem no tempo. porém as coisas não são tão simplistas assim, tudo sem suas regras e aqui também não seria diferente. temos 5 regras: você só pode encontrar no passado uma pessoa que já esteve no café, nada que você faça no passado vai alterar o presente, apenas uma cadeira em específico tem essa capacidade, a pessoa não deve se levantar dessa cadeira enquanto estiver no passado e, por fim, há um tempo limite de permanência no passado - você deve voltar antes que o café esfrie.


uma coisa que eu achei interessante foi o fato de que o motivo das pessoas retornarem no tempo, apesar de ser o fator motivador, não é o mais importante. mas sim as ações que a pessoa toma quando volta da viagem. é como se o fato de reviverem o passado e poder ponderar como as coisas seriam diante de ações diferentes os fizessem dar mais valor e aproveitar o presente ao máximo para que não haja arrependimentos futuros.


O presente não tinha mudado - mas essas duas pessoas tinham. Tanto Hirai quanto Kohtake voltaram para o presente de coração mudado, prontas para seguir em frente.


eu li algumas resenhas em que as pessoas reclamaram do fluxo das histórias pois sentiram que não eram lineares e que o estilo de escrita não era muito convencional e deduziram que provavelmente isso seria pelo fato de que o livro foi originalmente escrito como uma peça. mas eu não notei essas inconsistências. eu gostei do ritmo de leitura e achei ele bem conciso e bem escrito, não é cheio de detalhes excessivos e desnecessários e os personagens são bem caracterizados - e é por isso que eu chorava tanto em cada conto. pra mim, os sentimentos deles era algo bem palpável.


o livro tem uma continuação (e uma adaptação cinematográfica que eu pretendo procurar na locadora caribeña pra assistir) e eu estou muito curiosa pra saber se vão revelar mais sobre o porque e como a viagem no tempo começou a acontecer e dizer mais sobre como ficou a vida das pessoas que continuam a cuidar do café. eu amei a ideia de que no fim, você percebe que os personagens acabam se ligando ao café de uma forma emocional e não necessariamente de forma ruim, muito pelo contrário, eles parecem formar uma grande família.

gokushufudou...

esses dias eu e um amigo resolvemos assistir alguma coisa para assistir via discord, escolhemos "gokushufudou" ou "the way of the househusband", o que você preferir. a gente já lia o mangá e como meu amigo já tinha visto o anime, e sabia que meu spam de atenção é ridicularmente minúsculo, o fato dos episódios terem no máximo uns 10 minutos cada acabou facilitando pra mim.


nesse anime (e mangá) temos a história de Tatsu - um ex-mafioso extremamente famoso e conhecido como "dragão imortal", que resolve deixar a vida criminosa para trás e se dedicar a sua nova vida de dono de casa. os episódios além de curtinhos, são divertidos e leves, ótimo pra você, que assim como eu, anda completamente descaralhado das ideias. 



embora tenha passado a viver como um dono de casa, Tatsu ainda possui muitos hábitos do passado - além de sua aparência intimidadora, o que causa um certo medo nas pessoas, mas mesmo assim ele segue com sua rotina caseira (o que ele faz muitíssimo bem) enquanto sua esposa, Miku, trabalha de forma integral para manter as finanças da casa. os dois formam um casal muito fofo. 


porém, minha personagem favorita é a Torii, uma ex-líder da máfia, que teve seu clã dissolvido após a morte de seu marido, fazendo com que ela procure empregos casuais para ajudar a manter e cuidar dos poucos subalternos que ainda ficaram sob seus cuidados. Ela ama gatinhos e é o clássico personagem que age de maneira rude e durona, mas no fundo ela é um docinho.



a série do netflix tá na segunda temporada (cada temporada com 10 episódios) e além da série, tem o mangá onde você encontra um compilado das histórias curtinhas também. é uma ótima forma de passar o tempo de forma leve e divertida, uma comédia pra te fazer esquecer das mazelas da vida real. 

e 2023 veio...

ainda estamos na primeira semana do ano e é sempre bom lembrar que botar muitas expectativas em cima de algo nunca é uma boa ideia. e embora nossa querido janjo tenha voltado a coordenar o país depois de quatro anos de caos e ingoverno, eu ainda tenho esperanças (embora não quisesse ter).

e mesmo as pessoas dizendo que é melhor não estipular metas para o ano novo e sim deixar as coisas fluírem, eu ainda acabo criando metas no fundo do meu coraçãozinho - como a ideia de ler ao menos um livro por mês e tentar aproveitar melhor meu tempo livre. mas como esse ano eu já tenho a ideia de terminar o curso de ux e procurar um emprego, vou tentar (mais uma vez) manter uma organização minimamente aceitável.

por isso, vamos começar mais uma vez, um ano e rezar pra que as coisas sejam boas.