"A jovem Mimi parece não conseguir se desvencilhar dos estranhos eventos sobrenaturais que a cercam, testando até mesmo as crenças de seu cético namorado. Visitantes mortais, lápides misteriosas e visões improváveis espreitam as páginas desta assustadora coleção de histórias reais editadas pelo lendário Junji Ito. Mergulhe neste passeio aterrorizante, se tiver coragem. Livro perfeito para os fãs de Fragmentos do Horror."
o que rolou nos últimos meses...
eu juro que eu não queria voltar aqui com mais uma postagem pessimista, mas meus amigos... não está sendo fácil!
mas primeiro gostaria de expor aqui meu grande alívio com o resultado das eleições, o medo que eu senti de um segundo mandato dessa criatura foi real e paralisante - e provavelmente foi um grande potencializador da crise que eu tive em outubro por motivos de: fiquei sem remédio e não consegui me consultar com o médico. a expressão de pânico no rosto do médico quando eu retornei no início do mês na consulta foi impagável, eu provavelmente teria aproveitado mais se não estivesse no meio de uma crise de choro e raiva absurda.
resolvi, por fim, abraçar minhas tendências hikikomori e mudar de ramo profissional, já que eu não consigo sair de casa por motivos mais fortes que eu, o melhor a fazer é encontrar uma profissão em que eu possa atuar do meu cativeiro particular. meu amigo formado em TI me deu muita força e resolvi começar o curso de UX/UI e se tudo correr bem (o que sabemos que as chances pra isso são baixíssimas) quem sabe até no ano que vem eu consigo um bico que me pague dignamente bem.
mas é claro que pra conseguir isso primeiro eu preciso criar um método de controle pro meu cérebro completamente caótico e estabelecer uma rotina eficaz. também estou tentado aos poucos deixar o twitter e os joguinhos de celular (alô genshin impact, tears of themis e cookie run kingdom), pra quem sabe assim meu dia render de verdade de forma satisfatória.
até o momento estou usando e abusando do notion e do sistema de pomodoro em pequenos ciclos de tempo - já que meu tempo de atenção é igual a de um peixinho dourado. por enquanto é o que podemos fazer no momento, mas espero voltar com a medicação pra poder facilitar um pouco minha vida.
vou tentar voltar aqui pra escrever sobre o que eu tenho assistido e lido ultimamente - ou pelo menos o que eu tenho tentado... só me falta terminar as coisas que eu começo.
levantamento de agosto...
agosto sempre foi um mês complexo em minha vida. mesmo sendo o mês do meu aniversário, cresci ouvindo da boca de meu próprio progenitor: "agosto é o mês do desgosto, do cachorro louco". alguns anos ele esquecia completamente o meu aniversário, lembrando dois ou três dias depois e, atualmente, ele simplesmente desistiu de fazer as contas, provavelmente ele adotou aquele pensamento de que idade é algo apenas relativo e psicológico. enfim, esse é apenas um dos motivos de agosto me deixar apreensiva.
o segundo motivo se dá ao fato de que eu, sendo uma pessoa completamente reclusa e em estado de treinamento para virar uma eremita honorária acabo ficando um pouco nervosa quando recebemos visitas em casa. e mesmo assim, no dia do meu aniversário, minha mãe resolve fazer uma reunião familiar com direito a muita comida e muitos momentos constrangedores - pra mim. eu me esforço ao máximo e consigo passar as sete horas de visita dos parentes, sentada em lugar estratégico e sempre mantendo aquele sorriso de quem está completamente descolada da realidade - tenho dominado essa arte com maestria, diga-se de passagem.
sobre o cpap que eu comecei a usar no final de julho, admito que tenho me adaptado muito bem até, esses dias tentei dormir sem e acordei inúmeras vezes sentindo que havia uma corda ao redor do meu pescoço. gastei absurdos pra poder respirar durante o sono? sim. mas ao menos meu sono melhorou 500%. o que não excluí o fato de que minha depressão ainda me compele a tentar dormir 20 horas por dia.
um lado bom do mês é que consegui ler um livro (sim, é uma vitória pra mim) e voltei a desenhar... de forma terapêutica por enquanto. e também venho tentado entrar menos no twitter - o que é algo muito difícil pra mim, vejo aquela rede social como um belo exemplar de zoológico humano.
meu psiquiatra me receitou um novo remédio, que acho eu, está me deixando com episódios de euforia. algo que eu não reclamo, mas gostaria de ter mais controle sabe? ao invés de passar 4 horas rodando pela casa enquanto procuro coisas inúteis, eu gostaria de usar esse tempo desenhando ou lendo mais. enquanto não chego nesse ápice de autocontrole, vou fazendo as coisas em uma frequência de conta-gotas - mas ainda assim uma frequência existente.
